
quantas vezes já forçamos um sorriso quando mais nos apetecia chorar? quantas vezes dissemos "sim, está tudo bem" quando na verdade não estava? quantas vezes já sorrimos sozinhos a olhar para uma foto ou para uma msg? quantas vezes já achamos que tínhamos toda a razão do mundo e afinal não tínhamos? quantas vezes já tivemos saudades e não o dissemos? quantas vezes esperamos que essa pessoa também tivesse saudades nossas? quantas vezes não dissemos algo que deveríamos ter dito? quantas vezes não ficamos a pensar nisso? quantas vezes mandamos uma msg e nos arrependemos logo a seguir de ter dito aquilo? quantas vezes acordamos a meio da noite e só nos dá vontade de ligar a essa tal pessoa? quantas noites passamos em claro? quantos dias sonhamos acordados? quantas vezes tentamos adormecer para voltar a ter aquele sonho? quantas vezes dissemos "não" quando por dentro estávamos a gritar "SIM"? quantas vezes fizemos coisas que não queríamos? quantas vezes planeamos saídas e acabou por acontecer sempre um contra-tempo? quantas vezes ficamos em casa a deprimir? quantos dias e noites passamos a pensar naquela tal pessoa?
no final perguntamo-nos se tudo isto valeu a pena, se valeu a pena fingir que estava tudo bem, se valeu a pena não ter dito o que mais nos apetecia gritar, mas na verdade não sabemos o quão diferente teria sido sem todo esse esforço, temos apenas uma vaga ideia.
e mesmo tu não sentindo a minha presença do teu lado e eu não sentido a tua, eu vou estar sempre aí e tu vais estar sempre aqui, bem no lado esquerdo do teu peito, porque no final tudo se resume a isto* sete.
"Estou cansada de sonhar, de desejar, de te querer e não te ter, de nunca saber se pensas ou não em mim, se à noite adormeces com saudades no peito. Depois de todas as palavras e de todas as esperas, fiquei sem armas e sem forças. Sobra-me apenas a certeza de que nada ficou por fazer ou dizer, que os sonhos nunca se perderam, apenas se gastaram com a erosão do tempo e do silêncio."
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